QUESITOSALEGORIAS E ADEREÇOS As alegorias são os carros ou tripés que vão contando o enredo com destaques sobre elas. Nenhuma alegoria pode ser movida à tração animal. Será avaliada a capacidade da escola em criar carros que explorem as potencialidades do enredo. Os carros alegóricos costumam ser os chamarizes dos desfiles. É um segredo que muitos carnavalescos preferem guardar para apresentar apenas no dia dos desfiles. Quanto mais efeitos visuais, mais extasiado fica o público. Mas o júri não está preocupado em promover espetáculo hollywoodiano. Ele avalia a realização dessas alegorias, de como os carnavalescos criaram formas originais para adequar o enredo à beleza desses carros. O júri não esquece que nos carros devem estar presentes os elementos do enredo. De nada adianta colocar carros fantásticos que nada tenham a ver com o enredo. Por mais magnífico que seja, se não estiver dentro do enredo, o jurado certamente não dará notas máximas. BATERIA É o coração da escola, uma verdadeira orquestra de percussão. Cada estilo de uma agremiação faz com que o número de componentes seja diferente. Aquela que levantar a galera, unindo criatividade e técnica, obterá vantagem sobre as outras. COMISSÃO DE FRENTE
A
Comissão de Frente é o cartão de visitas da escola e requer um esmero
especial. Como que para dar as boas-vindas e apresentar a escola que a
sucede, essa comissão apresenta-se de maneira tradicional, com
reverência e de modo adequado ao enredo. É avaliada a apresentação, e a
coreografia previamente ensaiada conta valiosos pontos. A comissão é um
resumo do enredo, anunciando o desenrolar do enredo da escola. CONJUNTO É a visão geral do desfile. Os jurados desse quesito estão atentos para todos os componentes, para todo o desfile. Eles precisam estar atentos para a unidade da Escola, tanto para a musical quanto para a dramática e a visual, e como a escola se apresenta na sua totalidade, com alegria, com os carros bem integrados ao enredo, com a história bem contada. Os jurados têm de estar atentos para os detalhes que vão formar o todo, desde as cores das fantasias, sua funcionalidade para contar o enredo, a originalidade, o samba bem cantado, a bateria afinada e a empolgação da escola. ENREDO
A tarefa de um juiz de
enredo é basicamente observar a idéia do enredo, a criação artística
desse enredo que vai contar uma história ao longo da passarela. O jurado
está atentando para a originalidade, a criatividade e basicamente o
roteiro, já que ele define a forma do enredo, o encadeamento das partes,
o entrosamento das alas, sua sequência e sua lógica interna. EVOLUÇÃO Neste quesito a empolgação do componente é fundamental. O item Movimentação dos desfilantes julga o andamento da dança, no ritmo do samba, de acordo com a cadência imposta pela Bateria. Os componentes vão ter de mostrar sua empolgação, a vibração, a espontaneidade e o vigor. Já no item coesão do desfile o que prevalece é naturalmente a coesão do desfile, que se evite os buracos entre uma ala e outra a não ser os espaços deixados propositadamente para as alas de passo marcado pôr exemplo, ou o espaço exigido para a evolução do mestre-sala e da porta-bandeira. Quanto mais compacta a escola, mais pontos ela obterá. FANTASIAS As fantasias têm, pôr definição, explicar o enredo, mostrar a ação, esclarecer ao público a história que a escola está contando. Elas vão mostrando, em diversas alas, a conteúdo do enredo. E devem ser adequadas ao enredo. Por exemplo, uma escola que fale do descobrimento do Brasil não pode ter alas fantasiadas de personagens da Disneylândia ou a turma da Mônica ou ainda a Xuxa. É avaliada a concepção dessas fantasias, como o carnavalesco e o figurinista pensaram essas fantasias para melhor contar sua história. A criatividade dessas fantasias, a variedade, a criação e o estilo desses figurinos. Também, a forma como a criação artística dessas fantasias se apresenta na avenida. São os efeitos dessas fantasias, o impacto das cores e das formas durante o desfile e a adequação dos materiais sempre ligados ao enredo. Contará ponto também a maneira como foi concebida a fantasia de forma a permitir que os componentes possam pular e sambar sem estarem presos a couraças. Os acabamentos, os cuidados com a confecção e a uniformidade dos detalhes também são levados em conta. Por isso os carnavalescos têm de estar atentos para que os sapatos, os biquínis, calções, chapéus, meias, entre outros, estejam iguais, nos mesmos tons, mesma cor, pois qualquer deslize pode custar alguns pontos a menos. HARMONIA Nesse quesito há subdivisão em dois itens; o da harmonia do canto e harmonia do samba. A harmonia do canto é a constatação da perfeita igualdade do canto, da letra e melodia do samba pela totalidade dos componentes da escola. Caso uma escola "atravesse o samba", quando uma parte da escola canta uma estrofe do samba e a outra entoa outra estrofe diferente, há perda substancial de pontos porque a harmonia do samba está desfeita. É importante que os jurados de Harmonia atentem para a continuidade e inalterabilidade do samba, assim como a manutenção de sua tonalidade. Já na harmonia do samba, o que prevalece é o entrosamento da melodia do samba com o ritmo. A Harmonia é o entrosamento entre o ritmo e o canto observando-se a distribuição dos componentes da escola. Os mestres de harmonia costumam ser os intrépidos sambistas que percorrem todas as alas preocupados o tempo todo em não deixar a escola atravessar. Com apitos e megafones, eles mantêm essa unidade que só faz aumentar a beleza dos desfiles. MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA O casal que desempenha este papel representa a escola na avenida, como símbolos da entidade, apresentando a bandeira da escola ao público. Qualquer tropeço ou um movimento inadequado (como deixar a bandeira bater no mestre-sala) de acordo com as rígidas regras pode fazer a escola perder pontos. SAMBA-ENREDO O samba-enredo, como o próprio nome diz, tem de absorver o enredo proposto pela escola, procurando não fugir dele. A simplicidade pode ser a chave. O uso de refrões fortes e a conseqüente lembrança pelo público, que cante junto durante o desfile, são pontos fundamentais na hora da votação. BATERIA A Bateria é o coração de uma agremiação, que sustenta com vigor a cadência indispensável para o desenvolvimento do desfile da mesma; o canto e a dança se apóiam no ritmo da Bateria. O(s) intérprete(s) da agremiação sustentam a melodia do samba cantado, e dependem de um bom entrosamento rítmico (bateria) e harmônico (cavaco, violão e banjo), transmitindo aos componentes a alegria necessária para o bom desempenho no desfile, é o conjunto de instrumentos de percussão, comandado por um ou mais diretores, que conduz o ritmo para toda a Escola. Em nosso Carnaval encontramos três tipos de Bateria: a pesada,que é aquela onde o som dos naipes graves se destacam; a leve, que é aquela em que o som dos naipes agudos se destacam; e a intermediária, que é a que tem o envolvimento sonoro de todos os naipes, no mesmo nível. O perfeito entrosamento dos naipes, cada qual com sua afinação, fará com que o julgador ouça perfeitamente todos eles, isso sim observando a tendência dos três tipos de baterias citadas acima. Alguns instrumentos são considerados básicos e indispensáveis na formação de uma Bateria. São eles: SURDO (naipes graves), REPIQUE (naipes agudos), CAIXA (naipes agudos), TAMBORIM (naipes agudíssimos), CHOCALHOS (naipes agudíssimos). É através deles que se tem a referência para a análise rítmica da Bateria, devendo-se observar a equalização do mesmos. Assim como o andamento deve ser analisado através da pulsação dos surdos e seus complementos (citados acima). A criatividade de cada Bateria não se discute, uma vez que ela é uma concentração popular eclética na sua formação, com a participação das mais diferentes classes sociais e culturais de nosso país, sendo assim cada entidade tem o direito de fazer o que bem entender nos seus desenhos rítmicos, ou seja, uma bateria pode conduzir todo o seu desfile sem que faça qualquer tipo de evolução rítmica no decorrer da apresentação, e também tem a liberdade de fazer qualquer tipo de breque convencional ou breque de silêncio, desde que nenhum deles causem descompasso no desfile da entidade. No caso de eventual(is) convenção(ões), o julgador deverá avaliar o efeito sonoro e a precisão da retomada após a mesmas, podendo marcar a pulsação no sistema mecânico, ou seja, acompanhar a primeira marcação e a segunda com o movimento das mãos, ou dos pés (marcação ou surdo) e avaliar o desempenho de seus complementos no intervalo das marcações. PARÂMETROS PARA O JULGAMENTO DO QUESITO BATERIA Sustentação: É o andamento rítmico, que não deve nem diminuir nem acelerar durante o desfile. Cadência: É o andamento, que poder ser mais lento ou mais rápido de acordo com a característica da bateria. Entrosamento: É a perfeita combinação dos sons emitidos pelos vários instrumentos e o casamento da parte harmônica e melódica do samba cantado pela entidade. Propriedade: É a função da bateria em servir ao canto e a dança dos componentes em desfile. Descompasso: - Atravessar o Samba - Ocorre quando a Bateria provoca o desentrosamento entre o ritmo com o canto, ou mesmo o descompasso dos instrumentos entre si. Retomada: É quando no caso da bateria executar uma convenção ou breque, voltar com precisão no mesmo andamento em que parou. Equalização: É a propriedade que define o equilíbrio no volume dos naipes dentro de uma Bateria. O Julgador não deverá levar em conta: -Eventual pane no sistema de som da avenida. -A fantasia dos ritmistas, julgando a bateria apenas com os ouvidos e não com olhos.
|