O CORSO

        O corso, lançado em fins da década de 1900, era um desfile de caminhões ou carros sem capota, adornados, que conduziam famílias ou grupos de carnavalescos dispostos a brincar com os pedestres ou com os ocupantes de outros veículos. O confete, a serpentina e o lança-perfume eram muito utilizados pelos animados foliões. A Av. Central, hoje Rio Branco, inteiramente congestionada por esses automóveis, que circulavam em marcha reduzida, era um dos trechos principais do cortejo.
        A moda surgiu no carnaval de 1907, quando as filhas do então presidente Afonso Pena, fizeram um passeio no automóvel presidencial, pela via carnavalesca, de ponta a ponta, estacionando depois defronte à porta de um edifício, de onde apreciaram a festa. Fascinados pela idéia, os foliões que tinham carro começaram a desfilar pela avenida, realizando calorosos duelos com outros veículos.
        Há quem afirme que o corso desapareceu com a modernização dos automóveis, quando os veículos de capota alta foram substituídos pelos de linha mais simples. É bem provável que a popularização dos automóveis tenha de fato afastado os foliões das classes alta e média.
        Na verdade, muitos foram os motivos para o desaparecimento do corso: a dificuldade do tráfego, que já em 1925 amedrontava os foliões, o alto custo da gasolina e a descentralização do carnaval fizeram com que a população fosse buscar outros tipos de manifestação para poder comemorar os festejos de Momo.


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